Causas da Hipoglicemia

Os números são preocupantes. De acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes, a prevalência da doença no mundo, na população entre 20 a 79 anos, é de 371 milhões de casos. No Brasil, cerca de 13,4 milhões de pessoas são acometidas pela doença, sendo 1 milhão de casos no Rio de Janeiro. Já os números de óbito decorrentes das complicações do diabetes chegam a quase 130 mil no país.

Hipoglicemia é um distúrbio provocado pela baixa concentração de glicose no sangue, que pode afetar pessoas portadoras ou não de diabetes.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, que funciona como fonte de energia para a entrada da glicose nas células. Os quadros de hipoglicemia se instalam, quando aumenta a quantidade de insulina no sangue, ou diminui a quantidade dos hormônios de contrarregulação (glucagon, hormônio do crescimento, adrenalina e cortisol). Esses hormônios são produzidos quando se esgota o estoque disponível de glicose no sangue, e ajudam a liberar o glicogênio armazenado no fígado.

Tipos e causas

Existem dois tipos principais de hipoglicemia: a hipoglicemia de jejum e a pós-prandial, ou reativa, que ocorre depois das refeições.

- Entre as causas da hipoglicemia de jejum destacam-se:

- Produção exagerada de insulina pelo pâncreas;

- Medicamentos utilizados no tratamento de diabetes;

- Insuficiência hepática, cardíaca ou renal;

- Tumores pancreáticos;

- Consumo de álcool;

- Deficiência dos hormônios que ajudam a liberar glicogênio.

A hipoglicemia pós-prandial ou reativa ocorre por volta de três a cinco horas depois das refeições, como resultado do desequilíbrio entre os níveis de glicose e de insulina no sangue. Em geral, ela se manifesta em pessoas predispostas depois da ingestão de alimentos ricos em açúcar e nos pacientes submetidos à cirurgia do estômago, ou em fase inicial da resistência à insulina.

Sintomas

Os sinais da hipoglicemia podem ser produzidos pelos hormônios de contrarregulação e pela redução da glicose no cérebro. No primeiro caso, os sintomas são: tremores, tonturas, palidez, suor frio, nervosismo, palpitações, taquicardia, náuseas, vômitos e fome. No segundo, confusão mental, alterações do nível de consciência, perturbações visuais e de comportamento que podem ser confundidas com embriaguez, cansaço, fraqueza, sensação de desmaio e convulsões.

Tratamento

O tratamento da hipoglicemia está diretamente associado à causa do distúrbio. A retirada cirúrgica de tumores, a abstinência de álcool em jejum, um novo esquema medicamentoso, por exemplo, são formas diferentes de solucionar o problema.

Quanto à hipoglicemia reativa, o melhor é prevenir as crises. Por paradoxal que possa parecer, assim como nos casos de diabetes, é fundamental restringir ao máximo a ingestão de açúcares.

No entanto, uma vez instalada a crise hipoglicêmica, o paciente deve tomar um copo de suco de laranja, ou de refrigerante não dietético, ou meio copo de água adoçada com uma colher de açúcar, ou chupar balas para repor os níveis de glicose. O efeito será mais rápido se esses alimentos forem ingeridos junto com carboidratos de longa duração, como pães, pipocas, biscoitos, etc. Se o nível de consciência estiver comprometido, o paciente deve ser encaminhado para atendimento médico, a fim de receber a medicação adequada.

Recomendações

Refeições menores e mais próximas umas das outras ajudam a prevenir a queda da glicose no sangue.

Refeição leve, à base de carboidratos e proteínas, antes de dormir ajuda a prevenir crises noturnas de hipoglicemia.

A prática de exercícios físicos pode exigir o consumo de carboidratos para evitar a queda brusca dos níveis de glicose no sangue.

Fonte: Sites Saúde.com.br / Dr. Drauzio

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